EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA NO ETNOTERRITÓRIO WASSU-COCAL
dos marcos legais às práticas pedagógicas insurgentes
Palavras-chave:
Currículo, Educação Escolar Indígena, Contra-HegemoniaResumo
Este artigo tem como objetivo refletir sobre práticas curriculares no processo de escolarização no etnoterritório Wassu-Cocal, a partir do recorte de uma pesquisa realizada nos anos de 2022 e 2023. Diante da dimensão da pesquisa, são abordados dados de duas escolas indígenas sobre a relevância das práticas étnicas para a construção identitária. Metodologicamente, a pesquisa está balizada por um enfoque qualitativo-interpretativo, baseado em estudo de casos múltiplos, buscando construir argumentações e problematizações, com o fim de compreender os caminhos legais para a implementação da Educação Escolar Indígena na comunidade étnica pesquisada. Busca-se reconhecer os avanços e retrocessos na educação indígena em Alagoas, bem como as epistemologias praticadas, os conhecimentos pedagógicos outros e as cosmologias que constituem a base da práxis na educação escolar indígena. Diante dos dados coletados, destacamos que os currículos construídos seguem múltiplas narrativas, valorizando histórias silenciadas que são subvertidas e (re)elaborando identidades e subjetividades contra-hegemônicas.
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