EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA NO ETNOTERRITÓRIO WASSU-COCAL

dos marcos legais às práticas pedagógicas insurgentes

Autores

Palavras-chave:

Currículo, Educação Escolar Indígena, Contra-Hegemonia

Resumo

Este artigo tem como objetivo refletir sobre práticas curriculares no processo de escolarização no etnoterritório Wassu-Cocal, a partir do recorte de uma pesquisa realizada nos anos de 2022 e 2023. Diante da dimensão da pesquisa, são abordados dados de duas escolas indígenas sobre a relevância das práticas étnicas para a construção identitária. Metodologicamente, a pesquisa está balizada por um enfoque qualitativo-interpretativo, baseado em estudo de casos múltiplos, buscando construir argumentações e problematizações, com o fim de compreender os caminhos legais para a implementação da Educação Escolar Indígena na comunidade étnica pesquisada. Busca-se reconhecer os avanços e retrocessos na educação indígena em Alagoas, bem como as epistemologias praticadas, os conhecimentos pedagógicos outros e as cosmologias que constituem a base da práxis na educação escolar indígena. Diante dos dados coletados, destacamos que os currículos construídos seguem múltiplas narrativas, valorizando histórias silenciadas que são subvertidas e (re)elaborando identidades e subjetividades contra-hegemônicas.

Biografia do Autor

Valéria Campos Cavalcante, UFAL

Professora da Universidade Federal de Alagoas - CEDU/UFAL. Professora do PPGE/Cedu/Ufal, atuando na linha de pesquisa: Inclusão, Diversidades e Sujeitos. Doutora pelo Programa de Pós Graduação CEDU-UFAL, Possui Mestrado em Educação CEDUUFAL (2009), graduação em Pedagogia e Letras. Especialização em Formação de Professores da EJA - CEDU/UFAL(2006), Especialização em Educação Especial e e Inclusiva e Neuropsicopedagogia (2020).Coordenadora do Grupo de Pesquisa Educação, Currículo e Diversidade. Vinculada ao grupo de pesquisas Multidisciplinar em Educação de Jovens e Adultos. Membro do Fórum Alagoano de EJA (FAEJA), membro do Fórum permanente de Educação de Alagoas (FEPEAL), formadora do programa Escola da Terra, na área de Linguagem. Tem experiência nas áreas de Pedagogia e Letras, com ênfase em Formação de Professores, atuando principalmente nos seguintes temas: Educação de Jovens e Adultos- EJA, Letramentos, Diversidades/Diferenças, Decolonialidade, Currículo.

Valdeck Gomes de Oliveira Junior, SEDUC/AL

Mestre em Educação pelo PPGE/UFAL (2023). Graduação em Pedagogia pela IBRA (2024). Graduação em História pela Universidade Federal de Pernambuco (2003). Especialista em Ensino de História pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) (2006). Membro do Grupo de Pesquisa Educação, Currículo e Diversidade-GEDIC-UFAL. Atuou como Técnico Pedagógico da Supervisão de Diversidades (SDIVS) da Secretaria Estadual de Educação de Alagoas com a temática Educação Escolar Indígena e com a implementação do Ensino da História e cultura indígena atendendo a Lei 11.645/2008 (2013-2017). Atuou como coordenador da EJA do Programa Vem que dá tempo para Ensino Fundamental do Estado de Alagoas (2022). Atualmente atua como Técnico-pedagógico na Gerência Especial de Educação Escolar Indígena (GEEEI) desde 2023. Professor voluntário do Curso de Pós-Graduação em História Indígena de Alagoas-UNEAL. (2024-2025). Professor de História efetivo da Secretaria Estadual de Educação de Alagoas. Principais temas de atuação: História, Cultura, Identidade, Currículo e Educação Escolar Indígena. ORCID: https://orcid.org/0000-0001-8877-1851

Paulo Manuel Teixeira Marinho, Faculdade de Ciências da Educação da Universidade do Porto – Portugal

Possui doutorado em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e Pós-doc em Educação Brasileira pela Universidade Federal de Alagoas, atuando principalmente nos seguintes temas: Avaliação da aprendizagem e sucesso escolar; Avaliação institucional escolar; Cultura(s) organizacional(is)/Escolar(es); Culturas profissionais docentes; Cotidianos; Políticas educacionais e curriculares; Filosofia da Ciência. Especialização em Ciências sociais e do comportamento e em Educação e Formação de Adultos. No seu percurso profissional assinala-se: Consultor de vários projetos educativos; Mediador Socioeducativo e da Formação em Secretarias de Educação e Escolas públicas; Assessor Técnico pedagógico e formador de professores; Coordenador de vários projetos de intervenção educativa com jovens com insucesso escolar; Coordenador dos projetos de pesquisa: Cotidianos de jovens em ?repetência? escolar: permanência e acesso ao sucesso (2013/14-2014/15-Portugal); Culturas Organizacionais escolares e suas implicações no trabalho docente (Brasil- financiado pela CAPES/2015-2020); Autoavaliação de escolas: Avaliar para conhecer, intervir e melhorar (2017-2019). É membro efetivo da comunidade de prática de investigação - Currículo, Avaliação, Formação e Tecnologias educativas (CAFTe) - do Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto; do grupo de pesquisa Multidisciplinar em educação de jovens e adultos - Multieja CNPQ; da Red Iberoamericana de Investigación sobre cambio y eficacia escolar -RINACE e membro do Grupo de Pesquisa ?Currículos, cotidianos, culturas e redes de conhecimentos? (UFES).

Arquivos adicionais

Publicado

2026-08-24

Como Citar

Campos Cavalcante, V., Gomes de Oliveira Junior, V., & Teixeira Marinho, P. M. (2026). EDUCAÇÃO ESCOLAR INDÍGENA NO ETNOTERRITÓRIO WASSU-COCAL: dos marcos legais às práticas pedagógicas insurgentes. Ensaios Pedagógicos, 10(2), p.95–115. Recuperado de https://ensaiospedagogicos.ufscar.br/index.php/ENP/article/view/540

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